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sexta-feira, 16 de março de 2012

Gostos de ontem, hoje e sempre

Um dia feliz foi quando peguei nas minhas parcas poupanças e fui com o meu pai rumo à Praça de Espanha em Lisboa para comprar o meu primeiro rádio com leitor e gravador de K7s. Ao fim de meses a poupar, finalmente tinha o suficiente para comprar o que tanto queria. Aquele rádio, que ainda hoje permanece no meu quarto na casa dos meus pais, encheu-me de orgulho e ainda hoje nutro uma especial simpatia por ele. Só eu sei do que abdiquei por ele, só eu sei os sonhos que adiei por aquele sonho maior. 
Hoje não sou uma pessoa propriamente poupada e agarrada ao dinheiro. Mas não nego que gosto de poupar para um objectivo especifico. Não poupo para um dia... caso precise... Não deixo de viver agora para um dia... quem sabe... viver. Mas por uma causa eu poupo. E causas não faltam por aqui: o casamento adiado, a entrada para uma casa própria, um carro em primeirissima mão e claro está o futuro da nossa filha.
Nestas condições uma poupança ainda hoje e sempre será bem-vinda e o gosto de conseguir atingir um sonho através dela unico e memorável.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Gostos de ontem, hoje e sempre.

Era eu uma chavalinha quando me apaixonei por esta gatinha simpática e doce que povoava as montras das papelarias com cadernos, canetas, borrachas, malas, carteiras... falamos da "Hello Kitty" pois está claro. Como todas as paixões não correspondidas nesta tenra idade, a febre passou e passou também a monopolização das montras das lojas por esta simpática gatinha.
"Hoje" esta felina voltou com as garras mais afiadas. E se no meu tempo de chavalinha as modas passavam depressa, tão depressa como o dinheiro na carteira dos meus pais e tão definitivamente como o NÃO categorico deles quando suplicava por uma hello kitty mais azul ou alaranjada que ainda não possuia. Hoje em dia a moda é outra! Esta gatinha vai ficando a enfernizar a vida dos progenitores e a fazer sonhar a juventude que quer ter a "hello kitty" que a vizinha do lado tem mais a que ela ainda não tem.

Seria o curso normal dos acontecimentos e das modas se aos 37 anos eu deixasse de querer a Hello Kitty com o mesmo fervor que aos meus 10... afinal nem nos casamentos de agora as relações duram tanto... E para piorar, ou não, não existe NÃO categórico nem fundo roto de carteira que me faça desistir daquele modelito que ontem estava na montra a pedir " compra-me" ou talvez a exigir... para que raios existe o cartão de crédito? Não é para realizar sonhos?
Azar da Hello Kitty ou/e sorte da minha carteira - por enquanto, porque daqui a 5 anos se a febre não passar vou ter de treinar bem o meu NÃO categórico - a minha paixoneta pela gatinha maravilha transformou-se numa relação de carinho e nostalgia, a mesma que nutro pelo meu boneco "Careca" e pela minha boneca "Tucha".


Mas não deixo de me perguntar se a nossa famosa gatinha - que deve ter morrido por volta dos finais dos anos 80 e que hoje tem sido vitima de uma clone manhosa que teima em denegrir a sua imagem fazendo acreditar que esta cara simpática foi feita para graudos em vez de miudos - estará contente com o seu louco regresso às montras e não só?


Onde está a inocencia da gatinha que preenchia os meus sonhos de chavalinha?

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Gostos de ontem, hoje e sempre

Sim eu sei que não é sexta. Estou biruta mas não tanto... Mas como ontem ficou a faltar o post das sextas vamos fazer de conta que hoje é sexta, só por alguns minutos, ok? Vá lá usem a vossa imaginação e não me chamem nomes! 


No Natal de 1985 eu recebia o meu primeiro diário a sério, com cadeado de metal e tudo. O primeiro confidente dos meus sonhos mais secretos. O unico que sabia a quem o meu coração pertencia. As queixas dos pais. As brigas com as amigas... Era um gesto diário que marcava o testemunho do dia. E se falhava num dia por algum motivo, possivelmente até alheio à minha vontade, no dia seguinte pedia-lhe desculpa pela ausencia e prometia fazer um esforço ainda maior para que não voltasse a acontecer. 
Os anos foram passando mas a necessidade de desabafar com o papel manteve-se até hoje. Sem cadeado, sem nenhuma beleza particular ou ar mimoso, sem a mesma necessidade diária mas mais circunstancial. O diário passou a ser chamado de caderno (qualquer um), às vezes folha, pedaço de papel... mas o desabafo (meu) e a mesma disposição em "ouvir" (dele) mantêm-se, hoje e sempre...



sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Gostos de ontem, hoje e sempre


Lembro-me como se fosse ontem de ir à modista, umas ruas acima da minha, para fazer a prova de um novo kilt xadrez. Mais um! Não faço ideia se seria a moda da altura, mas o certo é que a minha mãe fazia questão que eu andasse de kilt e, claro está, xadrez... eu, possivelmente, devia gostar. Era de tal forma que havia kilt para a mãe, para a filha e só não havia kilt para o pai e para o irmão porque não morávamos na Escócia. Mas o gosto pela saia xadrez ficou e, já na faculdade, ainda me lembro de ter tido aquela que foi a minha ultima saia xadrez até à data, desta feita sem ser kilt.
Hoje pergunto-me se ainda seria menina... bem... senhora, para vestir uma sainha aos quadradinhos. Ao que respondo, não será de todo improvável mas talvez dificil. Gosto do ar reguila que estas saias trazem às estudantes daqui que têm por sorte poder usar este padrão nos seus uniformes escolares. Mas sinto-me muito mãe e menos filha para as usar... Talvez um modelo mais comprido e cintado ou talvez siga os passos da minha mãe e a vitima desta vez seja a minha filha! Só o futuro o dirá. No entanto, a certeza é só esta: o gosto por estas sainhas aos quadradinhos permanecerá.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Gostos de ontem, hoje e sempre!


Já lá vai o tempo em que eu não dispensava um relógio. Infelizmente, com a vaga dos telemóveis e com o tempo a passar mais apressado por estes lados, a opção relógio no pulso foi banida do meu ritual quotidianico (cheira-me que acabei de inventar uma palavra!). - Mal tenho tempo para lavar a ponta do nariz e colocar uns brinquinho... ai ai ai... não sei onde isto vai parar mas não me agrada não! - Mas não é por isso que deixei de gostar menos deles! E este Nixon em azul ( também não desgosto do branco) era perfeito para o Verão que se avizinha - ainda longe, mas um dia chegará!