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terça-feira, 13 de março de 2012

A galinha dos ovos de ouro!

Começo a chegar à conclusão que ter filhos por estas bandas é um optimo e feliz investimento!!!
Quem não me conhece deve estar a pensar: olha-me esta materialista desnaturada!!!
Não, é coisa que não sou é materialista e muito menos desnaturada... Mas o certo é que o estado já me pagou até hoje pela minha filha cerca de £500, não hão-de haver grávidas neste país... pelo menos dinheiro para pagar fraldas e leite não pode faltar!
Obviamente que nunca teria um filho a pensar nestes valores até porque ficaria a perder dado que ter uma criança custa bem mais do que cerca de £100/mês mas o certo é que com esta pequena/grande ajuda as dores de cabeça são menores e ser pais não vira uma terrivel conta de subtrair constante. 
Admiro o respeito que existe neste país por algo tão simples mas inevitável como o FUTURO.

domingo, 11 de setembro de 2011

Londres... a última consulta.

Na próxima terça terei as minhas últimas consultas em Londres enquanto grávida.
Após a ida ao hospital aqui da zona o processo desenrolou-se rápidamente e na semana que começa a dia 19  já começo a ser seguida aqui. Acabam-se assim as visitas corridas a Londres e os dias passados no hospital.
Na terça-feira a seguir à visita ao nosso novo hospital fui contactada pela midwife para marcar consulta para a sexta-feira seguinte a fim de dar andamento ao processo de transferência e marcação de nova consulta. Nessa mesma sexta-feira eu recebia em casa uma carta com a confirmação da consulta com os consultantes para dia 20 deste mês e outra carta com a marcação do scan das 36 semanas a ter lugar dia 4 de Outubro. Embora cansativo, devido à frequencia de consultas que me ocuparam quase todos os dias desta última semana, o processo desenvolveu-se rápidamente e sem complicações... menos um problema para pensar.
Entretanto, na passada quinta-feira foi dia de ecografia (seria a última numa situação normal) e lá fomos nós ver a nossa filha. Medidas tiradas, fluencia do sangue nos pontos criticos analisado, orgãos vitais verificados, batimento do coração normal... e lá viemos nós para casa com mais 4 fotos da carinha da nossa menina e o coração cheio de esperança e alegria porque, apesar das últimas complicações, tudo está a correr bem e dentro dos parametros normais. :)

sábado, 10 de setembro de 2011

A mudança de hospital!

Já há algum tempo que nos tinha sido aconselhado mudarmos o centro de saúde e o hospital para mais perto de casa. Isto de correr para Londres para consultas, análises, etc... começa a pesar-me e por questões práticas e de segurança na hora do parto, quanto mais perto estivermos do hospital melhor ;)
Na passada segunda-feira foi dia de visitar o hospital aqui da zona, explicar o meu caso e tratar do processo de transferência.
Felizmente deparámo-nos com pessoal simpático e disposto a ajudar. Dirigimo-nos à recepção da secção pre-natal, fácilmente encontrada através de todas as indicações disponiveis nos imensos corredores por onde andámos, exposemos a situação e de imediato a gentil recepcionista nos apresenta uma folha para eu colocar alguns detalhes a fim de poder expor a minha situação à "midwife", que a essa hora já estaria de saída mas que me contactaria no dia seguinte.
Estava eu a acabar de escrever os meus detalhes quando me é apresentada a dita "midwife"... após uma curta troca de palavras ela decide receber-nos mesmo nessa altura, para quê fazer-nos voltar no dia seguinte?
Após cerca de uma hora de perguntas, respostas, conselhos, explicações... agradecemos 1000 vezes o facto de nos ter atendido muito depois da sua hora de trabalho... afinal os seus 3 filhos estariam à sua espera em casa, ansiosos por contar à mãe as novidades do primeiro dia de aulas.
Nessa hora ficou marcada uma consulta com os consultantes (um obstetra e um dietista), e a promessa de que em breve seria contactada por uma midwife para marcar uma consulta e teria noticias da marcação da minha ecografia (scan) das 36 semanas, agora necessária devido à minha recente condição médica.
Saimos da secção de pré-natal satisfeitos com o atendimento tão pronto e simpático e perguntámos se poderiamos visitar a secção de partos. Explicaram-nos como chegar lá e disseram que não haveria nenhum problema, logo que as coisas por lá estivessem calmas alguém teria todo o prazer em mostrar-nos as instalações.
Felizmente a paz e a tranquilidade geria aquele lugar. Não se houviam gritos nem mesmo crianças a chorar. Prontamento apareceu alguém para nos conduzir por quartos e salas explicando detalhadamente todo o processo e respondendo pacientemente às nossas dúvidas. Foi uma experiência tranquilizadora... oxalá que no dia "D" tudo esteja tão pacifico como nesta última segunda-feira!

Não, ainda não é Novembro...

Após mais de um mês de ausência cá estamos nós a dar noticias!
Às 32 semanas e 2 dias a Laura continua traquina dentro da minha barriga.
Mas nem tudo são pérolas... às 30 semanas foi-me diagnosticado diabetes gestacionais, algo bastante vulgar na gravidez, principalmente no fim da gravidez. Básicamente esta situação deve-se ao aumento da placenta e à não correspondente resposta do corpo no que toca à produção de insulina.
Esta condição, na fase final da gravidez, pode originar um crescimento anormal do bebé que pode levar a complicações no parto, necessidade de cesariana, etc.. Para evitar esta situação a grávida começa a ser seguida com uma regularidade quase doentia... e é assim que tem acontecido comigo!
Com alguma dieta a nivel de açucares, a ajuda de "metformina" e o sangue analisado 4 vezes ao dia, os niveis de açucar são controlados sem grandes dramas. Por isso... o importante é manter a calma e, como sempre, pensamento positivo.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Em Inglaterra...

o tempo passa a correr. Bem mais a correr que em Portugal. Talvez pelo cem número de coisas que estão sempre a acontecer e que metade temos de perder por falta de tempo para tudo. Talvez porque se valoriza o tempo de outra forma. O certo é que a opinião é quase unânime: a velocidade do tempo a passar, especialmente em Londres, é realmente rápida.
Já lá vão 2 meses que nos mudámos e o meu dia a dia tem sido passado entre trabalhar para a Koalita Craft e pensando e trabalhando em pormenores decorativos para a nossa casa. E assim os dias vão voando.
Ontem foi dia de montar a cama das visitas que ficará no mesmo quarto que o Feijãozinho, um dia também será a cama dele. Depois de uma churrascada bem regada, claro que dado o meu estado eu mantive-me sobria, alguém tinha de conseguir ler as instruções. A digestão foi feita entre parafusos, madeiras e ferramentas. Nada mau para um fim de tarde no coração de Kent onde nem mesmo a chuva faltou!
Próxima etapa será pintar o quarto... afinal o tempo por estas bandas corre e daqui a nada já passaram os nove meses!!!

terça-feira, 8 de junho de 2010

O regresso...

E as férias acabaram, de regresso a Londres apercebo-me de que já tinha saudades disto.
Dos planos que fiz não consegui realizar todos, mas pelo menos estive quase todos os dias junto ao mar e cheguei mesmo a molhar os pés nas águas geladas de Matosinhos. Ficaram burocracias para tratar, as filas continuam extensas nas Finanças e na Segurança Social e, com 38º de temperatura, a ultima coisa que apetece é estar fechada numa sala cheia de gente, umas vezes de pé outras sentada, esperando o número certo como se estive a jogar ao Bingo, paciência tem limites!
Mas a viagem não seria minha se alguma complicação não aparecesse. De regresso a casa, com o carro cheio e os meus gatos no banco de traz, após horas intermináveis sentados a olhar a mesma paisagem, que pouco varia de auto-estrada para auto-estrada, vimo-nos chegados a Calais mais cedo do que a hora prevista. No check-in do barco entregámos os nossos passaportes e os dos gatos, tudo bem connosco pelo menos foi o que acharam, mas os gatos... apesar de terem todas as vacinas necessárias, desparasitação em dia, microchip na hora certa e análises feitas de acordo com os requisitos Ingleses... o passaporte estava mal preenchido, afinal o papel anexo com carimbo do ministério da agricultura de Portugal não vale nada e o que importa é mesmo os carimbos do veterinário que se esqueceu de escrever nos respectivos passaportes que recebeu o dito papel que estava anexo e visivel... Os franceses não deixaram passar porque as leis inglesas são rigorosas (disseram eles)... em plena cidade assombrada, mais conhecida como Calais, sem saber falar uma palavra em Francês a não ser Bonjour e Merci... lá fomos nós às 2 da manhã procurar um veterinário que supostamente estaria aberto 24horas que confirmasse o papel que estava aos olhos de toda a gente.
Foi às 8 da manhã que tivemos exito na nossa missão, após termos perdido o barco, e estarmos mais mortos que vivos, decidimos meter-nos no comboio, que custa cerca de 300€ com 2 gatos incluidos e que demorou cerca de 30 minutos menos 1 hora que o barco... ficámos falidos mas chegámos a casa sãos e salvos, nós e os gatos!
Conclusão, se quiserem trazer o vosso animal para Inglaterra das duas uma, ou o fazem de avião, ou terão de verificar se o passaporte foi rigorosamente bem preenchido pelo vosso veterinário, não esquecendo datas e horas das vacinas e desparasitação. Com rigor ou não o certo é que em Inglaterra não pediram os passaportes dos gatos, apenas os nossos!
As minhas experiencias em França nunca foram 100% agradáveis, de França trago sempre uma "nuvem negra" quando lá passo, mas Calais é de facto uma cidade estranha!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Mais um mês passou...

...E eu continuo sem internet, há coisas que me surpreendem neste país e esta é uma delas, a lentidão com que se faz tudo deixa-me cansada!
Resta-me a esperança que 2010 trata tudo o que mais desejo e preciso!

Por agora apenas deixo um breve... até ao próximo post!

domingo, 4 de outubro de 2009

Dia dos Peludinhos

Este post é dedicado aos peludinhos de todo o mundo, e aos menos peludos também.
Para que não sobrem dúvidas, eu estou a morrer de saudades dos meus e assim que poder vou traze-los para junto de mim. Para os trazer e para que não fiquem em quarentena já que é muito traumatizante para eles e para mim também (podem chamar-me de mãe galinha, não quero saber), eles terão de fazer análises ao sangue, vacinas, colocar microship e tirar passaporte. Há que ter em atenção que as análises devem ser tiradas 6 meses antes do dia da partida.

Em Inglaterra não há cães abandonados na rua, aos fins de tarde e fins-de-semana os parques ficam cheios de cães que correm e brincam com os seus dono numa alegria emocionante. Aqui os animais são felizes!

Os meus peludinhos são rafeiros e foram adoptados:
Maggie (cadelinha) fui buscá-la ao canil de Vila Franca de Xira num fim-de-semana em que fui visitar a família a Lisboa, na realidade foi ao contrário, fui de propósito buscá-la e aproveitei para visitar a família. Estava no canil com a mãe e mais 1 irmão, o irmão era todo reguila, lindo cachorro arraçado de husky, a irmã escondia-se a medo atrás das patas da mãe. Não hesitei na escolha, sabia que só podia levar um e ela parecia a mais assustada e de difícil adopção. Com 3 meses apenas ela começou uma nova vida.
Wally (gato branco e tigrado), foi-me entregue por um grupo de ajuda a gatos abandonados, Bichanos do Porto, que o recolheu quando o viu passar entre as rodas da frente e de trás de um carro em andamento, tinha ele 6 mesinhos, era um gatinho assustado mas depressa ficou amigo da Maggie.
Tico (gato preto e branco), o Tico veio da rua com cerca de 3 meses e carregava o corpo coberto de pulgas. Nessa altura eu era voluntária na Associação Animais da Quinta e foi uma amiga e colega que o encontrou e inicialmente acolheu. No entanto ela teve de se ausentar e eu ofereci-me para o acolher até que ela voltasse, caso não fosse entretanto adoptado. O dia em que ela voltou chegou e o Tico voltou para ela. Mas o certo é que, na sua imensa ingenuidade e despreocupação assustadiça, o Tico não gostou e não saiu da transportadora o dia todo, nem para comer nem para fazer necessidades, manteve-se quieto e triste naquele que achava ser o local mais seguro... e com isto eu não adoptei o Tico, o Tico adoptou-me.
Hoje sofro todos os dias por estar longe deles, sei que estão a ser bem cuidados mas a falta que me fazem é enorme. Hoje sei que não consigo viver sem animais por perto. E embora o gato da casa onde moro me persiga e mie à minha porta para entrar... não é a mesma coisa... mas é bom sentir o seu carinho.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Finalmente em Londres!

A viagem teve alguns contratempos mas tudo foi ultrapassado e hoje cá estou, finalmente com internet, finalmente num pequeno espaço com alguma privacidade... afinal é um começo e um começo é sempre dificil, tal como um fim...

Ainda não tive oportunidade de conhecer muito de Londres, andei agitadamente à procura de um espaço para viver e por agora o que encontrei e que posso pagar foi um quarto, mas é em casa de amigos por isso sinto-me quase como se estivesse em casa, entretanto com calma irei procurando algo melhor numa zona melhor (esta não me agrada nem um pouco).

Londres é de facto enorme, muita gente por todo o lado, quando pensamos estar sós aparece sempre mais alguém. É uma bonita cidade onde terei alguma dificuldade em não me perder já que não tem um traçado ortogonal como ao que estou habituada, mas felizmente nós, humanos, adaptamo-nos a tudo, tudo é uma questão de sobrevivencia.
Muitas culturas misturam-se, o governo procura agir de forma rigida por isso mesmo, há uma pluralidade racial como nunca encontrei noutras cidades por onde já passei. Não é fácil defenderem-se da anarquia senão com o rigor e exagero tipico dos Ingleses, agora entendo-os...

Estive a preencher os papeis para me registar num centro de saude e achei interessante fazerem questão de perguntar a raça, será por questões raciais ou meramente práticas e funcionais? Quero acreditar na segunda hipotese.
Sinto que esta avetura vai ser muito dificil mas vai durar a vida inteira... quero acreditar que sim!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Ora bem...

... ando meio perdida com tanto que tenho para organizar e pensar e fazer e desfazer e antecipar e anular e adiar... e por aí fora!

Já avisei quase todas as pessoas mais importantes, falta só uma ou duas... é bom sabermos que gostam de nós e apenas querem o nosso bem, embora sentirão a minha falta como eu sentirei a deles. Uns gabam-me a coragem, outros sabem que poderá ser a melhor forma de chegar lá, onde os sonhos anseiam.

Sim, vou partir, na primeira semana de Setembro as malas ficarão prontas. O que me faz feliz? Não irei sozinha, irei com alguém que tem ganho espaço dentro de mim e da minha vida. Tristeza? Aqueles que ficam e que apenas os consigo levar no coração porque não cabem na minha mala.


Mas por incrível que pareça há uma saudade genuína que já dói e ainda não parti, como conseguirei eu viver 3 meses sem os meus gatos? Sim porque eu volto para os levar... e até lá?!

sábado, 13 de junho de 2009

As saudades que vou ter...

Cada dia que passa as certezas aparecem mais claras na minha cabeça.
As coisas não parecem querer mudar, a vida vai passando por mim e eu vou exigindo mais dela.... seria normal em tempos passados... mas até para sonhar há crise!

A verdade é que a crise persegue-me e em Portugal, infelizmente, não há espaço para mim e menos ainda para os meus sonhos, por isso começo a pensar que a solução é mesmo partir...

A dúvida instala-se, para onde? Espanha? Inglaterra? Suíça?... Inglaterra parece ser o destino mais provável!

Já comecei a pesquisar as ofertas de trabalho e fiquei impressionada, com a quantidade e com os valores (mesmo tendo em conta o custo de vida). Torna-se tentador o risco! Afinal, se tudo correr bem, é a realização de sonhos, a realização pessoal... chega mesmo a parecer perfeito, se não pensarmos nas saudades....

Saudades da família, dos amigos, do bom tempo, o pôr do sol, a Francesinha, o cozido à portuguesa, os doces regionais e conventuais, as mangas curtas e caveadas, as sandálias com os pés arranjados, a minha estéticistas, o meu cabeleireiro, a minha cadela Maggie (que ficaria com o dono), a música tuga a tocar no rádio, o Porto ao entardecer, passear no tabuleiro superior da ponte D. Luís I, o mar sempre a um passo, chegar a todo o lado a pé...

Os motivos para ficar são muitos mas sonhar custa caro!