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domingo, 11 de setembro de 2011

Londres... a última consulta.

Na próxima terça terei as minhas últimas consultas em Londres enquanto grávida.
Após a ida ao hospital aqui da zona o processo desenrolou-se rápidamente e na semana que começa a dia 19  já começo a ser seguida aqui. Acabam-se assim as visitas corridas a Londres e os dias passados no hospital.
Na terça-feira a seguir à visita ao nosso novo hospital fui contactada pela midwife para marcar consulta para a sexta-feira seguinte a fim de dar andamento ao processo de transferência e marcação de nova consulta. Nessa mesma sexta-feira eu recebia em casa uma carta com a confirmação da consulta com os consultantes para dia 20 deste mês e outra carta com a marcação do scan das 36 semanas a ter lugar dia 4 de Outubro. Embora cansativo, devido à frequencia de consultas que me ocuparam quase todos os dias desta última semana, o processo desenvolveu-se rápidamente e sem complicações... menos um problema para pensar.
Entretanto, na passada quinta-feira foi dia de ecografia (seria a última numa situação normal) e lá fomos nós ver a nossa filha. Medidas tiradas, fluencia do sangue nos pontos criticos analisado, orgãos vitais verificados, batimento do coração normal... e lá viemos nós para casa com mais 4 fotos da carinha da nossa menina e o coração cheio de esperança e alegria porque, apesar das últimas complicações, tudo está a correr bem e dentro dos parametros normais. :)

sábado, 10 de setembro de 2011

A mudança de hospital!

Já há algum tempo que nos tinha sido aconselhado mudarmos o centro de saúde e o hospital para mais perto de casa. Isto de correr para Londres para consultas, análises, etc... começa a pesar-me e por questões práticas e de segurança na hora do parto, quanto mais perto estivermos do hospital melhor ;)
Na passada segunda-feira foi dia de visitar o hospital aqui da zona, explicar o meu caso e tratar do processo de transferência.
Felizmente deparámo-nos com pessoal simpático e disposto a ajudar. Dirigimo-nos à recepção da secção pre-natal, fácilmente encontrada através de todas as indicações disponiveis nos imensos corredores por onde andámos, exposemos a situação e de imediato a gentil recepcionista nos apresenta uma folha para eu colocar alguns detalhes a fim de poder expor a minha situação à "midwife", que a essa hora já estaria de saída mas que me contactaria no dia seguinte.
Estava eu a acabar de escrever os meus detalhes quando me é apresentada a dita "midwife"... após uma curta troca de palavras ela decide receber-nos mesmo nessa altura, para quê fazer-nos voltar no dia seguinte?
Após cerca de uma hora de perguntas, respostas, conselhos, explicações... agradecemos 1000 vezes o facto de nos ter atendido muito depois da sua hora de trabalho... afinal os seus 3 filhos estariam à sua espera em casa, ansiosos por contar à mãe as novidades do primeiro dia de aulas.
Nessa hora ficou marcada uma consulta com os consultantes (um obstetra e um dietista), e a promessa de que em breve seria contactada por uma midwife para marcar uma consulta e teria noticias da marcação da minha ecografia (scan) das 36 semanas, agora necessária devido à minha recente condição médica.
Saimos da secção de pré-natal satisfeitos com o atendimento tão pronto e simpático e perguntámos se poderiamos visitar a secção de partos. Explicaram-nos como chegar lá e disseram que não haveria nenhum problema, logo que as coisas por lá estivessem calmas alguém teria todo o prazer em mostrar-nos as instalações.
Felizmente a paz e a tranquilidade geria aquele lugar. Não se houviam gritos nem mesmo crianças a chorar. Prontamento apareceu alguém para nos conduzir por quartos e salas explicando detalhadamente todo o processo e respondendo pacientemente às nossas dúvidas. Foi uma experiência tranquilizadora... oxalá que no dia "D" tudo esteja tão pacifico como nesta última segunda-feira!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Da última ida à "midwife"...

...resultou uma grande incerteza.
Estava tudo pensado e resolvido (pensava eu), a minha filhota iria nascer no hospital de Londres com o grupo de midwifes que me tem vindo a seguir, também em Londres. Mas nesta última consulta e com o andamento da carruagem, é inevitável começar a pensar no dia D, como vai ser, quanto tempo terei desde as primeiras contracções, etc,etc,etc... Saí da consulta com a certeza que, pelo menos esperaria pelo scan (ecografia) já marcado para Setembro no hospital de Londres e depois, seguindo os conselhos da midwife, mudaria para mais perto de casa.
Isto tudo porque até há pouco tempo atrás o serviço público de saúde só tinha obrigação de oferecer às grávidas em situação normal dois scans. Contudo, o Hospital que me tem acompanhado decidiu (julgo que por estar a levar a cabo estudos e pesquisas internacionais) oferecer um terceiro scan às 30 semanas. Claro que esta surpresa me deixo contente e entusiasmada. É tão bom vê-la dentro da barriga e saber que está tudo a correr bem. Os dias que se seguem são sempre de relax e certezas.
Porém, dou por mim cada dia mais cansada e com dificuldade de encarar viagens de transportes publicos. O metro faz-me imensa confusão neste meu estado de quase "lontrice". É um formigueiro constante sentindo-me mais pequena que uma formiga, sempre sujeita a encontrões. Os ingleses são muito corteses mas se estivermos abaixo da linha do olhar deles (que para mim é uma constante) simplesmente passamos a seres invisiveis que só saiem da obscuridade depois de serem passados por cima para o "Sorry" da praxe - "Oh meu amigo, na minha terra diz-se que as desculpas não se pedem, evitam-se".
Posto isto e a canseira que é viajar uma hora (minimo), mesmo que de carro, para ir às constantes consultas com midwifes e obstetras, começo a ver como inevitável a mudança de centro de saúde e, consecutivamente, hospital para muito breve, abdicando, com muita muita muita pena minha, do terceiro scan que o hospital das redondezas dificilmente irá oferecer.
Resumindo, seguem-se algumas investidas ao centro de saúde já seleccionado para conhecer instalações, método de trabalho, médicos, etc. Possivel inscrição, novos exames ao sangue, novas midwifes e posterior reconhecimento do hospital e secção de partos.
Assim é a vida de uma grávida, que muda para a provincia a meio da gravidez, em tenhas de sua majestada!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Mais um post do ano passado!

Em Dezembro, numa qualquer sexta-feira à noite, nem sei ao certo o porquê, o meu estômago decidiu acordar a meio da noite e dizer: "ou vais à casa-de-banho já ou vai ser mesmo aqui e aí quero ver-te a dormir com a cama molhada!" Como pude e não pude lá cambaleei até à sanita e cá vai disto, vomitei o que comi e até o que não comi. Quando tudo me doia e pensava que tinha terminado, "ufa não pode haver mais para vomitar e sinto uma leve sensação de alivio, acho que está na hora de voltar para o quentinho". Já na cama, poucos minutos depois de estar deitada a sensação de que ainda não era desta... e lá fui eu a caminho da sanita...
Uma hora depois o cenário permanecia o mesmo: cama-sanita-alivio-cama-sanita... com o estomago a doer, nada mais para deitar para fora, desidratação à porta... hora de tomar a dura decisão: Vamos ao Hospital!
Vesti o que pude e como pude e lá fomos... já me imaginava a passar a noite na sala de espera com um saco à frente não fosse a coisa apertar, montes de gente a conversar sobre as suas maselas que são sempre piores que as do vizinho.
Mas... o hospital parecia deserto, será que fecharam as urgências - pensei eu - está tudo tão escuro, não se vê ninguém, chega a meter medo!
Entramos na sala de espera, cheia de lugares vazios, dirigimo-nos à recepção e após algumas perguntas mandam-me esperar para ser vista por uma enfermeira.
Acomodei-me e pensei - a noite vai ser longa. Com certeza que irei passar desta para outra sala cheia de gente e apodrecer lá até de madrugada, estava ainda a acabar o meu pensamento e lá chamaram a Maria. Mais perguntas, tensão, perguntas... e finalmente o veredito: "aguarde aqui um bocadinho que eu vou falar com o médico". Ok pensei eu, mas porque não falo eu com o médico?! Ao fim de alguns minutos chegou a enfermeira com um analgésico, um copo de água e o veredito final: neste caso não podemos fazer nada, vá para casa e tente manter-se hidratada... (e desfaça-se em vomito e volte quando estiver morta para fazermos a autópsia e aproveitarmos o que podermos dos seus orgãos mal tratados!) Tomei o medicamento que depressa voltou para fora assim que cheguei a casa, sentei-me na cama com uma bacia e já não me lembro quando consegui adormecer... Quando acordei estava viva e vazia, o que é sempre bom depois de ter sido atropelada por um camião.
Moral da história? Descobri o segredo das urgências vazias, se os médicos portugueses descobrem não querem outra coisa!